Uma leitura do mapa do céu
Uma leitura do mapa do céu
Por: Alexandre Ciâncio, Laboratório de Processamento de Sinais - COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Publicado em 15/03/2001 | Atualizado em 04/08/2010
Já tem programa para esta noite? Não! Então, que tal observar as estrelas? Reúna alguns amigos, torça para que não haja nuvens e tente descobrir que constelação está em destaque. Dispense binóculos e lunetas. Com algumas dicas, podemos desvendar o mapa do céu e identificar as estrelas a olho nu!
Observando o céu aqui da Terra temos a impressão de que as estrelas mudam de lugar. Além disso, também achamos que durante o dia elas desaparecem. Engano duplo! As estrelas nunca somem. O que acontece é que, de dia, a luz do Sol ilumina o céu e impede que vejamos o brilho delas. Elas também estão sempre na mesma posição, mantendo entre si as mesmas distâncias. O nosso planeta é que se move, provocando a sensação de que as estrelas estão se mexendo.
Enquanto a Terra gira em torno do Sol, movimento que se completa em aproximadamente 365 dias ou um ano, observamos uma parte diferente do céu. Há cerca de 10 mil anos, o homem já percebia que as estrelas observadas não eram as mesmas ao longo de todo o ano. Por isso, resolveu reunir as estrelas em grupos, que nós chamamos de constelações. E foi desenhando mapas de estrelas que ele passou a associar o aparecimento de determinadas constelações às estações do ano. Observando o céu e identificando a estação que se aproximava, era possível decidir pelo melhor momento para plantar e colher os alimentos.
Assim como na agricultura, o céu ajudou o homem a se orientar na terra e no mar. Em um tempo em que não existam bússolas e outros instrumentos que pudessem apontar o norte, o sul, o leste e o oeste, as estrelas eram os únicos guias. Hoje, com mapas de cidades e equipamentos modernos para nos orientar no espaço e calendários para nos orientar no tempo, quase nem lembramos das estrelas. Observá-las, no entanto, é uma atividade prazerosa e, quem sabe, até reveladora.

- Órion (gráfico: Nato Gomes).
Depois mapear os diferentes grupos de estrelas que observava ao longo do ano, o homem passou a imaginar figuras formadas por elas. De acordo com os desenhos que se apresentavam, as constelações eram batizadas: a de Órion, por exemplo, da qual as famosas 'Três Marias' fazem parte, recebe esse nome porque acharam que aquele conjunto de estrelas tinha a forma de um caçador (observe a figura ao lado: as Três Marias formam o cinto do caçador). Como na mitologia, Órion era o caçador, a constelação ficou conhecida assim.
Veja o desenho da constelação de Órion e repare como os povos antigos foram imaginativos para ver as estrelas formando a figura de um caçador. Um detalhe importante é que, como as constelações foram nomeadas por povos do hemisfério norte, por isso elas se apresentam para nós, no hemisfério sul, de cabeça para baixo.
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